Friday, March 19, 2010

Dia do Pai- footprints


Pés...que ampararam os meus. Que me levaram ao colo e te trazem para ao pé de mim.
Pés que conseguem dar a volta. Tomar outras escolhas, outras direcções.
Os teus têm algo de mim e os meus algo de ti.
Pés que percorrem caminhos para que as minhas distâncias se encurtem. Que são a planta da construção da nossa vida. Pés de pai. Que sempre os veja a sustentar-te. A erguer-te, com a força de mil homens.
Obrigada por, com eles, deixares pegadas na minha vida.

Fazer a própria sorte...


'Corto: O melhor que tu e o Cain têm a fazer é ficarem junto de mim. Eu dou sorte.
Pandora: E acha que a sorte grande lhe vai sorrir a vida toda?
Corto: Claro, minha cara… Quando era pequeno, apercebi-me de que não tinha linha da sorte. Então, peguei na navalha do meu pai e zás! Fiz uma como queria. '

Hugo Pratt, In A Balada do Mar Salgado

Wednesday, March 17, 2010

Tuesday, March 16, 2010

há coisas assim...

"não há uma forma fácil de dizer isto, por isso vou dizê-lo sem rodeios: conheci uma pessoa. foi um acidente, não estava à procura disto. uma autêntica tempestade. ela disse qualquer coisa, eu respondi. depois lembro-me de querer passar o resto da minha vida dentro daquela conversa. talvez ela seja a mulher da minha vida. pelo menos é completamente louca e está sempre a fazer-me rir. (...) essa pessoa és tu. (...) não sei o que nos vai acontecer e não sei por que deves depositar alguma esperança em mim. mas... tu cheiras tão bem, como cheiram as casas, e fazes um café delicioso. isto tem de significar alguma coisa, certo?"

[In Californication]
"Isto é assim uma ideia, assim um um um um um como é que havemos de dizer? Uma uma coisa uma ânsia em potência que nos quer sair da boca sem forma assim como um jorro de coisas um um vomitar de ideias sem palavras que depois têm de ser corrigidas e que mesmo assim nascem com uma com uma com uma força como se a nossa boca fosse uma arma e depois de disparar tivéssemos de corrigir a direcção do tiro para disparar outra vez porque porque na verdade falhámos o alvo. Mas por pouco. Por que é que falhámos o alvo? Porque sim. Porque não é logo óbvio à partida o impacto do tiro. Porque a questão não é acertar. É disparar. Precisamos de novas formas. Novas formas… e, não as havendo, mais vale não termos nada. E então disparamos. Disparamos contra tudo". In Han shot First.

Sim, disparamos. Porque nos munimos de armas. Porque a artilharia é pesada. E fazemos sempre "reload", "reload"...como nos jogos. Mas isto é real. E o pior é que magoamos realmente. Mas magoamo-nos muito mais.

Monday, February 15, 2010

persistência


Há homens que lutam um dia, e são bons;

Há outros que lutam um ano, e são melhores;

Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;

Porém há os que lutam toda a vida: estes são os imprescindíveis!
Gostaria que tivesses estado. Mais um pouco. Que tivesses um reinado. Para toda a vida! Não sou adepta de "rei morto, rei posto"...Agora reina no meu mundo a anarquia.